Você já parou para pensar que, enquanto você investiga alguém, esse alguém pode estar monitorando quem visita o perfil dele? No mundo do OSINT, a curiosidade sem cautela é um erro fatal.
A OPSEC (Segurança de Operações) é o conjunto de processos que impede que um adversário obtenha dados sobre suas intenções ou capacidades. Se você não protege sua identidade, o investigador acaba virando o investigado.
1. Nunca use suas contas pessoais
O erro número um é usar seu perfil real do LinkedIn ou Instagram para “dar uma olhada”. Muitas plataformas notificam visualizações de perfil.
- Solução: Crie Sock Puppets (perfis fakes robustos). Use fotos geradas por IA (que não existem na vida real) e construa um histórico para o perfil não parecer suspeito.
2. O Mito da Guia Anônima
A guia anônima do navegador apenas não salva o histórico no seu computador. Ela não esconde seu IP dos sites visitados ou do seu provedor de internet.
- Solução: Use uma VPN de confiança ou o navegador Tor para mascarar sua origem geográfica.
3. Máquinas Virtuais (VMs)
Um investigador profissional nunca usa sua máquina principal para abrir links suspeitos encontrados em fóruns ou na dark web.
- Dica: Utilize softwares como VirtualBox ou VMware com uma instalação limpa de Linux (como o Kali ou CSI Linux). Se algo der errado, você apenas deleta a máquina virtual sem afetar seus arquivos pessoais.
4. Atenção aos “Pegadas Digitais” (Cookies)
Sites de redes sociais rastreiam você através de cookies, mesmo que você mude de aba.
- Dica de Ouro: Use navegadores diferentes para tarefas diferentes (ex: Firefox para investigação e Chrome para uso pessoal) ou utilize extensões de “Multi-Account Containers”.
Conclusão: A Ferramenta não faz o Investigador
Ferramentas de busca são ótimas, mas a sua privacidade é a sua maior ferramenta. Sem uma OPSEC sólida, você coloca seu trabalho e sua segurança em risco.
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